Duplicatas escriturais e novo ecossistema digital de recebív ...
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O salário pago aos trabalhadores de micro e pequenas empresas (MPE) cresceu, entre 2022 e 2024, em ritmo maior do que o registrado nas médias e grandes corporações (MGE). No período, a remuneração média das MPE passou de R$ 2,7 mil para R$ 2,9 mil, o que representou um crescimento real de 5%, já descontada a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). No mesmo intervalo, os salários das MGE avançaram de forma mais lenta, com alta de 3,7%.
Os números constam do estudo Panorama do Emprego 2026, realizado pelo Sebrae com base em dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS). Segundo o levantamento, apesar do crescimento mais forte nas MPE, as médias e grandes empresas seguem com remunerações mais elevadas, de R$ 4,2 mil na média.
O Sul registrou o maior rendimento médio nas micro e pequenas empresas, com cerca de R$ 3,1 mil, seguido por Sudeste (R$ 3 mil), Centro-Oeste (R$ 2,7 mil), Norte (R$ 2,4 mil) e Nordeste (R$ 2,2 mil). Nas médias e grandes, observa-se o mesmo padrão, com o Sudeste no topo (quase R$ 5 mil) e o Nordeste com o menor valor (R$ 2,7 mil).
"Empresas de maior porte operam com maior escala e atuam em segmentos de maior intensidade tecnológica ou com cadeias organizacionais mais complexas, o que geralmente demanda profissionais mais especializados e mais bem remunerados." — Rodrigo Soares, presidente do Sebrae
Apesar da disparidade que ainda persiste, o presidente do Sebrae comemorou o avanço dos salários. "As micro e pequenas empresas, embora tenham papel central na geração de emprego e na dinamização da economia local, trabalham com uma estrutura operacional mais enxuta, e a menor margem financeira frequentemente limita o nível de remuneração ofertado. Ainda assim, o crescimento do rendimento médio em todos os portes ao longo do período indica um movimento positivo no mercado formal de trabalho", completou.
Conforme o estudo, entre 2022 e 2024 a massa salarial do país cresceu quase 12%. Rodrigo Soares destacou que a elevação dos salários ajuda a recuperar o poder de compra das famílias, reduz o endividamento e aquece a economia.
Fonte: Com informações de Agência Sebrae
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